20 de maio de 2014

Concha,doces e barquinhos de papel.

Estava no meu barco,já traçara meu destino e decidida cumpri-lo,não queria que nada ou ninguém viesse impedi-lo,por isso me protegi...talvez fora fraca ou simplesmente a solidão já tivesse se tornado minha monótona companhia.
Apenas sei,que a luz do sorriso seu afugentou as sombras da minha alma,como um farol que anuncia repouso a um cansado capitão,sei que fora a melhor sensação do mundo,mas em alguma parte de mim sabia eu,que precisaria partir...cedo ou tarde.
Minha mente recordava que ali,contigo não era o meu lugar,apesar de tudo...dos segundos,dos sentidos,em algum instante nossas almas teriam de se distanciar para cumprir o destino a elas reservado,cujo não era se amar.
Sei que amei,como amo,mas sinto-me numa responsabilidade maior,de ser tão pequena para ocupar um espaço tão grande e sustentar pilares que não foram erguidas para ser tão indigno como eu.
Contudo,hei de guardar em uma cláusula escondida em meu coração as memórias de ter lhe amado e no secreto do meu jardim,guardar os barquinhos de papel que você me fez...sorrir.

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